ROMA E SUA HISTÓRIA

A história da cidade de Roma nos anos que seguiram a sua fundação pode ser dividida em três momentos: a monarquia (753-509 a.C.), a república (509-27 a.C.) e finalmente o período do império (27 a.C.-476).

Existe uma lenda acerca da fundação de Roma, onde dois irmãos seriam responsáveis pela criação da cidade. A lenda diz mais ou menos o seguinte: que na cidade de Alba Longa, depois de uma disputa pelo poder, Amúlio tirou o trono de seu irmão, o então rei Numitor. Acontece que a filha de Numitor, Réia Sìlvia, foi obrigada a ser vestal, ou seja, estava impossibilitada de ter filhos que pudessem posteriormente reclamar o trono que havia sido de seu avô, já que as vestais eram obrigadas a permanecer virgens. Só que o deus Marte acabou ficando apaixonado pela Réia Sílvia e com ela teve dois filhos, que por acaso eram gêmeos. Ao saber disso, Amúlio mandou enterrar Réia Sílvia viva e que os gêmeos fossem jogados no rio Tibre. Lançados ao rio dentro de um grande cesto, eles acabam sendo encontrados e amamentados por uma loba e depois criados por um pastor, que lhes dá o nome de Rômulo e Remo. Eles acabm voltando até a cidade de Alba Longa e depois de devolverem o trono ao seu avô, decidem escolher um local para fundarem uma nova cidade. Rômulo acha o local e o demarca com um arado, fazendo uma marca no chão. Remo acha graça disso e acaba perturbando seu irmão, que o mata. Apesar de todos esses crimes, a cidade estaria iniciada.

A lenda é muito interessante, mas sabemos que ela pode ter um fundo de verdade, já que arqueólogos encontraram indícios de uma pequena muralha e que datam da mesma época da lenda da fundação de Roma.

Desde sua fundação até o ano 509 a.C., Roma passou de uma organização gentílica, que estavam estruturados em torno dos gens, para uma organização monárquica. Conhecemos 7 reis que teriam governado Roma, sendo os quatro primeiros, em regime de alternância, latinos e sabinos; os três últimos eram etruscos.

ESTRUTURA SOCIAL NA ROMA MONÁRQUICA

Patrícios: os grande proprietários de terras

Plebeus: população em geral, desde camponeses e pequenos agricultores até artesãos e comerciantes

Clientes: população normalmente sem terras e que buscavam a proteção das famílias patrícias

Escravos: nesse período inicial da história de Roma, os escravos eram geralmente plebeus que haviam contraído dívidas e não conseguiram pagá-las.

RES PUBLICA (coisa do povo), o período da República romana

Depois de Tarquínio, o Soberbo, ter sido assassinado por patrícios que não concordavam com suas propostas de reformas, Roma passou a viver uma nova forma de organização política, a república.

Nesse período as disputas entre patrícios e plebeus permaneceram, já que esses últimos vinham tentando obter uma participação política e maiores direitos há muito tempo. Foi nesse período que Roma passou a ampliar seus limites territoriais com grandes e numerosas conquistas.

Na república, o poder estava concentrado principalmente nas mãos dos Cônsules, do Senado e das Assembléias.

Os cônsules, em número de dois, tinham como obrigação comandar o exército, presidir o Senado e administrar a cidade. É importante lembrar que os cônsules eram eleitos pela Assembléia Centurial.

O Senado era formado, pelo menos nos três primeiros séculos do período republicano, por mebros de famílias patrícias. O cargo de senador era vitalício e nada era aprovado sem o consentimento do Senado.

A Assembléia Centurial era formada pelas centúrias, que eram unidades militares em que os homens deveriam arcar com os custos dos armamentos. Já que as centúrias mais bem armadas eram as dos patrícios e, por esse motivo eles precisavam de menos homens em suas unidades, a Assembléia tinha um maior número de centúrias patrícias. Os plebeus, que não tinham grandes posses, não podiam armar tão bem suas unidades militares, por isso precisavam de mais homens fazendo com que tivesse menos centúrias plebéias na Assembléia. Essa diferença foi fundamental para manter os interesses da classe patrícia, pois cada centúria tinha direito à um único voto. Consequentemente, prevaleciam os interesses dos patrícios.

A Assembléia Centurial oferecia vários cargos, entre eles podemos citar:

Pretores: encarregados da justiça

Censores: contavam a população e cuidavam da manutenção da ordem e dos costumes

Questores: cobravam impostos

Edis: cuidavam da manutenção da cidade

Pontífice: era responsável por assuntos religiosos

Essa estrutura política não atendia aos interesses dos plebeus, que viviam pressionando o Senado por uma maior participação e mais direitos. Uma das primeiras conquistas dos plebeus foi o direito de escolha de dois representantes da plebe para fazerem parte do Senado, que conhecemos como Tribunos da Plebe.

As pressões continuavam e as divergências envolvendo patrícios e plebeus permaneciam. Foi após o episódio da Revolta do Monte Sagrado que os plebeus passaram a obter suas mais importantes conquistas: Lei das Doze Tábuas, Lei Canuléia, Lei Licínia e Lei Olgúnia.

Foi a partir dessa revolta que o Senado revogou a lei da escravidão por dívidas, devolveu aos plebeus as terras tomadas pelos credores e, de importância fundamental, redigiu e publicou as primeiras leis escritas de Roma, as doze Tábuas.

Lei Canuléia: permitiu o casamento entre plebeus e patrícios

Lei Licínia: permitiu o acesso dos plebeus ao consulado

Lei Olgúnia: participação plebéia através de plebiscitos

GUERRAS PÚNICAS, Roma X Cartago

A cidade de Cartago situava-se na costa africana. Os cartagineses eram agricultores hábeis e navegadores insuperáveis. Roma passou a se interessar cada vez mais com o benéfico retorno de suas conquistas territoriais. Cartago passou a ser um grande obstáculo para os romanos, que acabaram se envolvendo num grande conflito denominado de Guerras Púnicas.

A primeira delas durou 23 anos e não se pode dizer que houve vencedores, apesar do saldo aparentemente positivo para os romanos.

Na segunda guerra, os cartagineses decidiram se vingar e, sob o comando de Aníbal fizeram um cerco a Roma sem, contudo, conseguir conquistá-la.

Na última, os romanos decidiram ir lutar em território cartaginês. Finalmente acabaram vencendo e encerrando as Guerras Púnicas. Para garantir devastaram Cartago e depois de incendiá-la, jogaram sal pela cidade arrasada para que nada voltasse a crescer.

IRMÃOS GRACO, Tibério e Caio em busca da reforma agrária

Na tentativa de atender os interesses populares, os Graco pretenderam fazer reformas com o objetivo de diminuir o êxodo rural e oferecer trabalho e melhores condições à aquela numerosa população que estava vivendo na cidade. Por trás dessas reformas o objetivo maior era diminuir as tensões entre patrícios e plebeus.

PRIMEIRO TRIUNVIRATO

Pompeu, Crasso e Júlio César (60 a.C.)

SEGUNDO TRIUNVIRATO

Marco Antônio, Lépido e Otávio

Otávio recebe o título de Augusto e torna-se o primeiro Imperador romano (27 a.C.).

Com o governo de Otávio, Roma inicia uma nova fase da sua história. Agora detentora de um verdadeiro império territorial que fazia o Mar Mediterrâneo parecer um grande lago, um lago romano, o maré nostrum. Riquezas e escravos afluíram a Roma e trouxeram consigo alguns inconvenientes que séculos mais tarde seriam também as causas da decadência do colossal império romano.

                                                          

A história do Império Romano pode ser facilmente dividida em duas grandes fases: o Alto Império (séc. I a.C. ao III d.C.) e o Baixo Império (séc. III ao V). Na primeira fase encontramos um período de grande estabilidade e tranqüilidade nos territórios romanos. Em parte, devemos isso ao grande sucesso das conquistas territoriais, que além de enriquecerem parte da população romana, também deslocou do campo um número grande de trabalhadores que foram substituídos pela mão-de-obra escrava. Esse período denominarmos de pax romana. A tranqüilidade e a estabilidade duraram tempo suficiente para transformar Roma no centro do mundo ocidental naquela época. Dizia-se que todos os caminhos levavam a Roma, e por esses caminhos ia de tudo, desde os mais simples alimentos e artigos de luxo, até os mais variados e exóticos animais e escravos que seriam treinados para depois divertirem os patrícios e a população urbana desocupada, os gladiadores.

                          

Com tempo ocioso e muitos escravos, a convivência social modificou-se em Roma. Acredita-se que no Alto Império existissem cerca de 1 milhão de habitantes na cidade e em suas cercanias. Desse número, aproximadamente metade era formada pelos escravos conquistados nas guerras expansionistas. Com tantos escravos e tempo ocioso, vamos verificar uma vida social intensa, onde os que podiam desfrutavam diversões bem estranhas nas suas horas de lazer.

Uma delas eram os espetáculos de gladiadores nas arenas, festas em que os escravos gladiadores se apresentavam para multidões. O divertimento principal eram as lutas até a morte entre esses homens. Em outras ocasiões eles ao invés de se enfrentarem, deviam vencer leões, tigres, ursos e crocodilos para permanecerem vivos.

As termas e banhos públicos também eram uma opção de lazer, já que a maioria das casas não contava com água encanada nem mesmo sistema de esgotos.

Não podemos deixar de lembrar que foi nessa época que os cristãos sofreram a maior perseguição por parte dos romanos. O grande motivo é que o ideário cristão se opunha ao sistema imperial romano. A militarização, a utilização do trabalho escravo, a adoração de imperadores, entre outras, eram as principais causas dessa oposição de idéias.

Também é no Alto Império que os bárbaros passaram a constantemente insistir em invadir o território romano. Para os romanos, bárbaros eram todos aqueles povos que viviam fora das fronteiras romanas e não falavam a língua latina. Para nós, sabemos que os bárbaros eram os povos que habitavam territórios ao norte da porção romana da Europa, também conhecidos por povos germânicos. Com as constantes investidas dos bárbaros, a pax romana chegava ao fim.

                                

No Baixo Império, a fartura econômica e a estabilidade social vai dando vez à problemas econômicos e sociais. Para tentar solucionar em parte os problemas econômicos, o imperador Diocleciano promulgou o Edito Máximo, que estipulava limites de preços e salários na tentativa de conter as altas de preços.

Com o aumento do poder cristão, o imperador Constantino publicou o Edito de Milão, que concedia liberdade de culto aos cristãos. Mas vai ser apenas com o imperador Teodósio e com o Edito de Tessalônica que o cristianismo foi oficializado como a religião do Estado romano. Aí, já era tarde. As lembranças do período de prosperidade do Alto Império tinham sumido definitivamente. Os bárbaros cada vez mais próximos colocavam uma pedra em cima do grande Império romano.

 


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